A internet como vilã: crimes de ódio e cyberbullying na rede
Enviada em 08/08/2025
“Os fatos não deixam de existir só porque são ignorados”. A declaração realizada pelo escritor e filósofo inglés Aldous Huxley, nos permite criar um paralelo em relação aos crimes de ódio e cyberbullying na internet. Tal situação ocorre, no mundo contemporâneo,ao qual se tornou uma norma esse tipo de conduta, assim ocasionando dilemas, como a utilização de difusores de ameaças e difamações em conjunto ao custo de sua saúde mental e bem-estar, que transforma muitas vezes de forma negativa a vida social e privada dos individuos, por conta da validação das redes sociais.
Nesse contexto, é importante destacar como a difusão de ameaças e difamações que muitas vezes ocorre por meio de Fake News, ou seja, noticias falsas e por causa desse comportamento hostil da mídia brasileira, se tornou necessario a criação de leis, como o Marco Civil da Internet, estabelecido pela Lei nº 12.965/2014, ao qual nos garante direitos e deveres em relação a internet. Porém, apesar das garantias, diversas vezes, seja por falta de conhecimento da lei ou ignorancia da pessoa, ocorre o desrespeito e descasso com a lei citada.
A partir dessa ótica, o filme “O Dilema das Redes” lançado em 2020 pela Netflix, busca de forma geral, ilustrar os efeitos das redes sociais na vida de uma família, mostrando como a busca incessante por likes e validação online pode levar à ansiedade, depressão e baixa autoestima, especialmente entre adolescentes. Assim, fazendo um paralelo em relação a diversas familias e individuos que tiveram a vida e a saúde mental arruinada por conta das redes sociais.
Faz-se necessário, portanto, que meios sejam criados para combater essa obice. Logo, o Ministério Público, responsável pelo cumprimento da lei e pela proteção dos direitos humanos em conjunto ao Ministério da Educação, responsável por formular e executar a política nacional de educação no Brasil. Deve atuar na promoção de campanhas de conscientização e na realização de palestras e eventos para educar a sociedade sobre os perigos do cyberbullying e as leis que podem ajudar em relação ao assunto, seja na escola ou em ambientes públicos, como praças e parques. Desta forma, a população se torna consciente e segura de si mesmo, por saber que existem leis que podem ajudar eles.