A internet como vilã: crimes de ódio e cyberbullying na rede

Enviada em 08/08/2025

Na atualidade, a internet é um dos principais meios de comunicação, permitindo trocas rápidas de informação e aproximação entre pessoas de diferentes contextos. No entanto, o mesmo espaço que promove conexão também abriga crimes de ódio e cyberbullying. O anonimato e a pouca fiscalização favorecem discursos hostis, comprometendo a convivência social e o respeito mútuo.

O conceito de “banalidade do mal”, da filósofa Hannah Arendt, ajuda a entender como a violência pode se tornar corriqueira. No ambiente digital, isso ocorre quando insultos e discriminações, motivados por preconceitos, passam a ser tolerados. O cyberbullying, nesse cenário, afeta principalmente jovens, que podem desenvolver depressão, ansiedade e, em casos extremos, ideação suicida, segundo a Organização Mundial da Saúde.

Para enfrentar o problema, é preciso ação conjunta. O Estado deve investir em educação digital, alertando para o uso ético da rede e as consequências legais de crimes virtuais. Plataformas digitais precisam reforçar a moderação e facilitar denúncias, enquanto a sociedade deve promover campanhas que incentivem empatia e respeito online.

Assim, apesar de seu potencial para aproximar pessoas e difundir conhecimento, a internet também pode servir como instrumento de violência. Somente com a união de governo, empresas e cidadãos será possível torná-la um ambiente seguro, inclusivo e pautado pelo respeito, garantindo que a liberdade de expressão não seja confundida com o direito de agredir.