A internet como vilã: crimes de ódio e cyberbullying na rede
Enviada em 08/08/2025
A internet, símbolo da Revolução Digital, ampliou a comunicação global, mas também se tornou terreno fértil para crimes de ódio e cyberbullying. Como afirmou Jean-Jacques Rousseau, “o homem nasce livre, mas por toda parte encontra-se acorrentado”, e, no mundo virtual, essas correntes podem ser invisíveis e cruéis. O anonimato e a falta de educação digital favorecem condutas nocivas, exigindo medidas urgentes para garantir segurança e respeito na rede.
O anonimato e a dificuldade de rastrear autores alimentam a impunidade. Segundo a SaferNet Brasil, mais de 200 mil denúncias de crimes de ódio foram feitas no país em 2024, muitas vindas de perfis falsos. Essa proteção aparente incentiva discursos violentos que, pela velocidade da rede, se espalham rapidamente e causam danos emocionais profundos às vítimas.
Além disso, a ausência de educação midiática agrava o cenário. De acordo com a Unesco, a maioria dos jovens brasileiros não recebe orientação sobre cidadania digital, o que dificulta um uso ético das redes. Essa lacuna, somada à fragilidade da moderação das plataformas, cria um espaço permissivo à violência. Casos de perseguição virtual com desfechos trágicos evidenciam que se trata não apenas de um problema tecnológico, mas também humano e social.