A internet como vilã: crimes de ódio e cyberbullying na rede
Enviada em 09/08/2025
Em abril, uma reportagem do Fantástico mostrou como o Discord, um aplicativo popular entre adolescentes, havia virado uma ferramenta para envolver jovens em um submundo de violência extrema. Consoante o delegado Fábio Pinheiro Lopes “Eles são sádicos, misóginos, eles têm um asco, um avesso por mulheres”, assim afirma o delegado acerca do assédio virtual presente nesta plataforma digital de comunicação. Discursos extremistas, ataques e até assasinatos planejados por grupos no Discord e outras redes sociais, revelam a fragilidade da internet.
Em virtude de relatos e crescentes casos de ataques planejados por grupos violentos no discord, o deputado Guilherme Boulos cobrou maior fiscalização da plataforma Discord, que segundo ele grupos extremistas estavam a transmitir vídeos de crime de ódio a pessoas em situação de rua “Uma transmissão ao vivo de um assasinato de um morador de rua”, segundo site G1 o número de denúncias de crimes de ódio ocorrido na plataforma cresceu em 272% em um trimestre de 2025.
Em segunda análise, outras plataformas de comunicação como o X, antigo Twitter, possuem uma série de posts de preconceito propagados pelos utilizadores e não são apagados ou impedidos. O ativista Shahak Shapira pichou em frente ao prédio do Twitter, como forma de protesto, “Tweets” preconceituos, segundo ele “Se o Twitter me obriga a ver essas coisas, então eles terão que vê-las também”, isto revela que a plataforma não possui supervisão adequada aos posts.
Desse modo, a fim de solucionar esse impasse, é necessária a mobilização de certos agentes, empenhados a combater o cyberbullying, cabe ao Supremo Tribunal Federal e o Ministério das Comunicações, portanto impor sanções aos apps de comunicação, por intermédio de leis, com aderição pela causa por parte dos donos das redes sociais. Espera-se, com isso, que a Internet possua um bom monitoramento para evitar que crimes de ódio ocorram, punindo também aqueles usuários que transmitem e escrevem crimes de ódio e bloquear do Brasil as redes sociais que não aderirem a causa da luta contra o cyberbullying.