A internet como vilã: crimes de ódio e cyberbullying na rede

Enviada em 09/08/2025

Na era digital, a internet tornou-se ferramenta essencial para a comunicação e a cidadania. Entretanto, a sensação de anonimato e a ausência de fiscalização têm impulsionado crimes de ódio e cyberbullying, violando direitos previstos no artigo 5º da Constituição Federal, como a dignidade da pessoa humana. Compreender esse fenômeno é fundamental para preservar um espaço virtual seguro.

Sob a ótica psicológica, a “Teoria da Desindividualização”, de Philip Zimbardo, explica que o anonimato favorece condutas agressivas, visíveis em ataques a minorias. Segundo a ONG SaferNet Brasil, mais de 80 mil denúncias de conteúdos de ódio foram registradas em 2024, reforçando o impacto sobre a saúde mental das vítimas.

No campo jurídico e social, o cyberbullying, uso de meios virtuais para intimidar e humilhar, pode causar depressão e ansiedade, alerta a Unicef. Apesar da Lei nº 13.185/2015, faltam mecanismos rápidos e específicos para punir agressores virtuais, o que perpetua a impunidade.

Assim, o Ministério da Educação deve promover educação midiática nas escolas, com oficinas sobre ética digital e empatia, enquanto o Congresso deve atualizar o Marco Civil, exigindo das plataformas protocolos ágeis de remoção e identificação de infratores. Essas ações, articuladas, poderão conter o avanço do ódio e tornar a internet um ambiente mais seguro e inclusivo.