A internet como vilã: crimes de ódio e cyberbullying na rede
Enviada em 09/08/2025
No século XXI, a internet consolidou-se como um dos principais meios de interação social, permitindo trocas de informações instantâneas e o acesso a múltiplos conteúdos. Entretanto, essa mesma ferramenta que aproxima pessoas também potencializa comportamentos nocivos, como crimes de ódio e o cyberbullying, que configuram sérias ameaças à integridade psicológica e à segurança dos usuários. Conforme advertiu o filósofo Thomas Hobbes, “o homem é o lobo do homem”, e no ambiente virtual, a ausência de barreiras físicas intensifica essa agressividade.
O anonimato e a falsa sensação de impunidade na rede favorecem discursos hostis e ataques virtuais. Segundo dados da SaferNet Brasil (2024), houve um aumento de mais de 30% nas denúncias de crimes de ódio online, evidenciando que a falta de controle efetivo contribui para a escalada do problema. Esses comportamentos, muitas vezes, extrapolam o ambiente digital e resultam em danos reais, como depressão, ansiedade e, em casos extremos, o suicídio de vítimas.
Além disso, a escassez de educação digital nas escolas agrava o cenário, pois muitos jovens desconhecem as consequências jurídicas e éticas de suas ações online. Paulo Freire defendia que a educação é capaz de transformar a realidade social, e, nesse contexto, a alfabetização midiática é imprescindível para formar cidadãos conscientes no uso das tecnologias.
Portanto, é necessário que o poder público intensifique políticas de combate aos crimes virtuais, como a ampliação de delegacias especializadas em crimes cibernéticos, e que as instituições de ensino incluam a educação digital em seus currículos, promovendo debates sobre ética e responsabilidade online. Assim, será possível transformar a internet de um espaço de violência em um ambiente saudável de convivência e respeito mútuo.