A internet como vilã: crimes de ódio e cyberbullying na rede
Enviada em 10/08/2025
Na teoria contratualista, o filósofo Thomas Hobbes afirma que o desequilíbrio social acontece na ausência de medidas rígidas. Nos dias de hoje, essa teoria assemelha-se aos crimes de ódio e ao cyberbullying na internet, pois agravam essa problemática não só a baixa fiscalização, mas também a falta de debates nas escolas.
Diante disso, a baixa fiscalização é algo de grande impacto, pois os agressores não irão temer ao insultar, difamar ou discriminar uma pessoa ou grupo, já que sabem que provavelmente não sofrerão consequências diante de seus atos. No entanto, com a fiscalização adequada, os agressores terão medo das consequências e deixarão de cometer esse crime.
Nesse cenário, a falta de debates nas escolas precisa ser ressaltada. Dados da Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar (PeNSE) e do IBGE indicam que adolescentes são o grupo etário que mais pratica cyberbullying, revelando que a adolescência é o período de maior incidência tanto de vítimas quanto de autores no ambiente virtual. Dessa forma, os debates nas escolas são necessários, tanto para as vítimas, para que saibam o que fazer, quanto para os agressores, para que eles repensem seus atos e parem de praticar o cyberbullying.
Diante do exposto, os crimes de ódio e cyberbullying na rede prejudicam muito o psicológico das crianças e dos adolescentes. Logo, por mais que existam leis contra esses crimes de ódio, o governo deve implantar mais políticas públicas que cobrem as redes sociais de fiscalizarem e punirem quem pratica esse crime. Nesse contexto, o governo também deverá promover campanhas nas escolas para que as crianças e os adolencentes deixem de praticar o bullying e o cyberbullying. Somente assim a internet deixará de ser um ambiente de medo e insegurança.