A internet como vilã: crimes de ódio e cyberbullying na rede

Enviada em 10/08/2025

Com o avanço das tecnologias digitais e a popularização da internet, a comunicação se tornou mais rápida e abrangente, conectando pessoas em diferentes partes do mundo. Contudo, esse avanço também impulsionou práticas nocivas, como o cyberbullying e os crimes de ódio, que encontram no ambiente virtual um espaço propício para se proliferarem. Essa questão se relaciona à falta de políticas públicas eficazes e à naturalização da violência verbal, ameaçando a integridade psicológica e social, sobretudo de jovens.

Originalmente, a rede mundial de computadores foi concebida como um espaço democrático e de livre circulação de ideias. Porém, a ausência de filtros éticos e a sensação de anonimato favoreceram a propagação de discursos discriminatórios e ataques pessoais. Redes sociais, impulsionadas por algoritmos que priorizam conteúdos polêmicos, acabam ampliando a visibilidade de postagens agressivas, como aponta o documentário The Social Dilemma.

Além disso, a negligência estatal na fiscalização e punição dessas condutas contribui para sua continuidade. Apesar da existência de leis como a nº 13.185/2015, que institui o Programa de Combate à Intimidação Sistemática, sua aplicação no meio digital ainda é insuficiente. A carência de educação midiática nas escolas também reforça o problema, normalizando comportamentos hostis e podendo levar vítimas a consequências extremas, como o suicídio.

Diante disso, é imprescindível que o Ministério da Justiça, em parceria com o Ministério da Educação, implemente de forma rigorosa uma política nacional de combate a crimes virtuais, por meio da atualização das leis e da promoção de campanhas educativas em escolas e plataformas digitais. Essa iniciativa deve incluir a produção de conteúdos audiovisuais e a capacitação de professores para orientar o uso ético da internet, de modo a transformar o espaço virtual de um palco para a violência em um ambiente seguro e construtivo.