A internet como vilã: crimes de ódio e cyberbullying na rede

Enviada em 10/08/2025

Na série “Adolescência”, produzida pela Netflix, conta um caso em que Jamie, um adolescente, comete um assassinato contra uma menina por uma má influência de indivíduos na internet. Nesse contexto, a internet, quando utilizada por pessoas má intencionadas, pode se tornar berço de criminosos. Sendo assim, um dos motivos para isso é a má regulamentação das redes sociais por parte do governo, junto da fraca penalização de crimes cibernéticos pelo Estado.

A princípio, uma pesquisa realizada em 2019 pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), indica que a cada 10 adolescentes, pelo menos 1 já se sentiu ameaçado, ofendido ou humilhado em redes sociais ou aplicativos. Assim, esse dado representa como as redes sociais e aplicativos são ferramentas frágeis e desprotegidas, onde muitas vezes suas regras e diretrizes são confusas ou até ineficazes.

Além disso, em quase nenhum ou em raros casos de cyberbulling o criminoso é devidamente penalizado por suas atitudes, e quando ocorre essa penalização, se torna uma notícia tanto quanto inusitada. Ademais, a cultura brasileira pode, as vezes, minimizar crimes desse tipo, porém, crimes de ódio nas redes devem ser seriamente julgados, pois afetam a autoestima e por vezes, podem trazer problemas sérios a integridade mental das vítimas.

Portanto, o Ministério da Educação (MEC), sendo o principal responsável pelo combate ao cyberbulling no Brasil, junto das redes sociais poderiam promover campanhas midiáticas de combate ao cyberbulling e crimes de ódio. Por outro lado, o incentivo na revisão de denúncias desse tipo de crime por parte das plataformas digitais como: análise de perfil, histórico de conversas, e banimento de certo tipo de palavras ofensivas seria outra maneira eficaz de mitigar esse problema.