A internet como vilã: crimes de ódio e cyberbullying na rede

Enviada em 10/08/2025

A série “Euphoria” aborda sobre um grupo de adolescentes que passam por questões complexas de identidade, relações interpessoais, vícios, e os desafios da adolescência, e, alguns dos personagens sofrem com humilhações públicas, que muitas vezes se desenrolam nas plataformas digitais, enfrentando o cyberbullying. Na realidade, sabe-se que as redes sociais contribuem de forma direta com o aumento dessa prática, a partir do aninimato e exposição e humilhação pública.

Desse modo, O anonimato nas redes sociais é um dos principais fatores que impulsionam o cyberbullying, pois oferece aos agressores se escondam atrás de perfis falsos ou anônimos, sem serem identificados e punidos. Estudo da Cyberbullying Research Center revelou que 37% dos adolescentes já foram vítimas de bullying online. Com isso, o impacto emocional das vítimas é intensificado, já que elas não sabem de onde vem o ataque nem como se defender, o que pode resultar em graves efeitos psicológicos, como ansiedade e depressão. O aumento do anonimato nas plataformas sociais, portanto, cria um ambiente onde o bullying se torna ainda mais frequente e difícil de controlar.

Outro fator agravante para a prática é a exposição e humilhação pública, pois permitem que ataques a uma vítima se espalhem rapidamente para um grande número de pessoas. Um estudo do Pew Research Center revelou que 59% dos adolescentes nos EUA já foram expostos e humilhados no meio online. Essa visibilidade ampliada faz com que a vítima enfrente a vergonha em frente à sua rede social até para desconhecidos, intensificando o isolamento social e distorção da autoestima, tornando ainda mais difícil para a vítima escapar do ciclo de ataques, prolongando os efeitos psicológicos negativos.

Portanto, em meio à problemática de crimes de ódio e cyberbullying na rede, é de suma importância que o Estado entre em busca de uma solução eficaz. É necessário que se faça a regulamentação das redes através de agências fiscalizadoras, verificando se as leis de proteção digital estão sendo seguidas, e também a conscientização das pessoas, especialmente no meio escolar, em que mais é recorrente tais casos, por meio de programas de educação a fim de acabar com o bullying e o cyberbullying. Assim, atenuar-se-á de curto a médio prazo.