A internet como vilã: crimes de ódio e cyberbullying na rede

Enviada em 10/08/2025

“Os fatos não deixam de existir só porque são ignorados”. A frase do escritor e filósofo inglês Aldous Huxley, faz refletir sobre o tema de “A internet como vilã: crimes de ódio e cyberbullying na rede”. Embora a internet tenha revolucionado os meios de comunicação, atualmente tornou-se palco de crimes e comportamentos indesejados. Na música Metamorfose Ambulante de Raul Seixas, diz: “eu prefiro ser essa metarmofose ambulante do que ter aquela velha opinião formada sobre tudo”. Assim, se referindo as mudanças radicais da utilização da internet nos dias de hoje. Onde a intenet pode ser usado tanto para o bem quanto para o mal.

Em primeiro plano cabe ressaltar que crimes virtuais estão sujeitos a indeniza-ções e até prisão, segundo o Código Penal. No entanto, esses atos estão cada vez mais comuns, pois grande parte das pessoas cultiva a ideia de que a internet é uma “terra sem leis”. Com a ausência de denúncias, os crmies se multiplicam, dific-ultando o combate a essas ações, que acabam resultando em problemas maiores, como, por exemplo, o “gamergate”, no qual mulheres da área dos jogos foram alvos de ataques machistas, ameaças de estupro e morte. Isso evidencia que é fun-damental conter tais comportamentos.

Este problema não reside apenas na falta da aplicaçao da lei, mas também na imaturidade daqueles que usufruem da internet. Segundo o sitesuperabril.com.br, a rede é “um adolescente” que ainda está em processo de amadurecimento, assim como seus usuários. Alguns acreditam na separação dos mundos online e offline, quando, na verdade, ambos se misturam. A normalização de ofensas disfarçadas de “opinião” ou “piada” reforça o ciclo de violecia digital, tornando necessária uma implementação de leis e educação digital nos ambientes escolares.

Portanto, por meio de campanhas de conscientização, é possível incentivar a d-enúncia e esclarecer que o ambiente virtual também é regido por leis. Não se pode confundir liberdade de expressão com ofensas virtuais. O Ministério da Educação, em parceria com as plataformas digitais, deve criar modos mais eficazes para reduzir tais práticas. Assim, será possível se consolidar a internet como um espaço seguro e respeitoso, no qual a liberdade de expressão não seja confundida com liberdade de agressão.