A internet como vilã: crimes de ódio e cyberbullying na rede
Enviada em 10/08/2025
A internet revolucionou a comunicação, mas tornou-se palco de violências, como crimes de ódio e cyberbullying. Enquanto conecta globalmente, a rede amplifica discursos agressivos, afetando principalmente jovens, mulheres e minorias. A impunidade e o anonimato transformam a tecnologia em instrumento de opressão, exigindo ações urgentes para um ambiente digital seguro.
O cyberbullying destaca-se como uma das faces mais cruéis dessa problemática. Segundo a UNICEF, uma em cada três crianças no mundo sofre ataques virtuais que podem levar desde depressão até ao suicídio. Casos como o da influenciadora Karol Conká, que incentivou ataques a uma participante do BBB, mostram como a cultura do cancelamento pode tornar-se perseguição sistemática. A falta de moderação nas redes sociais perpetua as agressões, enquanto as vítimas são constantemente revitimizadas.
Os crimes de ódio ganharam força com a polarização e o anonimato online. Em 2023, o Ministério dos Direitos Humanos registrou aumento de 30% nas denúncias de xenofobia e racismo digital. Plataformas como o 4chan e grupos de WhatsApp tornaram-se espaços de radicalização, onde a intolerância é normalizada. O ataque à escola de Aracruz (ES), inspirado em ideias da deep web, comprova o perigo real dessas violências.
Para reverter esse cenário, propõe-se uma ação tripla: implementar o PL 2630/2020, que obriga plataformas a remover conteúdos ofensivos em 24 horas; incluir educação digital no currículo escolar, com projetos como o “Internet Segura” do MEC; e desenvolver sistemas de IA em parceria com universidades para identificar discursos de ódio, seguindo o modelo alemão NetzDG. Assim, a internet poderá cumprir seu papel de conexão sem servir à violência.