A internet como vilã: crimes de ódio e cyberbullying na rede
Enviada em 10/08/2025
“Ensaio sobre a cegueira” retrata a invisibilidade de certos problemas da sociedade. Na realidade brasileira, a crítica de Saramago é verificada na internet como vilã: crimes de ódio e cyberbullying na rede, que expõem indivíduos a agressões verbais, perseguições e humilhações virtuais, muitas vezes com danos emocionais irreversíveis. Com isso, emerge um problema sério, em virtude da impunidade digital e da falta de educação midiática.
Nesse cenário, ressalta-se, de início, que a impunidade digital é um fator do problema. Segundo Thomas Hobbes, em O Leviatã, a ausência de leis eficazes leva à barbárie social. Com isso, a dificuldade de rastrear agressores e a lentidão na aplicação de punições virtuais estimulam a continuidade dessas práticas, transformando o espaço online em um território inseguro e propício ao ódio.
Além disso, outro fator influenciador é a falta de educação midiática. De acordo com Paulo Freire, a educação é o caminho para a libertação do indivíduo. No entanto, a ausência de orientação sobre o uso responsável da internet faz com que muitos usuários reproduzam comportamentos hostis, ignorando o impacto psicológico que palavras e imagens podem causar nas vítimas.
Portanto, é indispensável intervir sobre esse cenário. Para isso, o Estado deve criar políticas públicas de combate a crimes virtuais, por meio da ampliação de delegacias especializadas e campanhas educativas em escolas e redes sociais, a fim de prevenir ataques e proteger potenciais vítimas. Paralelamente, é preciso equilibrar o aumento da expectativa de vida. Dessa maneira, será possível superar a cegueira social de que Saramago citou.