A internet como vilã: crimes de ódio e cyberbullying na rede
Enviada em 10/08/2025
A criação da internet, no final da década de 1960, representou um marco revolucionário que transformou as formas de comunicação, trabalho e aprendizagem em escala global. No entanto, no Brasil, apesar desses notáveis avanços, ainda existem impasses atrelados ao campo tecnológico, como o cyberbullying na rede. Logo, é necessário analisar não só a negligência governamental, mas também a falta de debate como principais causas.
Com efeito, é válido ressaltar que a inoperância estatal agrava o cyberbullying na rede. Acerca disso, pode-se citar o filme Cyberbully (2011), que mostra uma adolescente sofrendo ataques virtuais após criar um perfil na rede social. Sob esse viés, é evidente que o Governo não aplica a legislação necessária para solucionar tal situação humilhante vivida pela protagonista, o que, por conseguinte, pode intensificar os casos de cyberbullying, gerar impactos na saúde mental coletiva e ter efeitos preocupantes na educação. Logo, é urgente tomar todas as medidas possíveis para amenizar o problema.
Além disso, a carência de discussões sobre o uso ético da internet contribui para a naturalização de comportamentos hostis no ambiente virtual. De acordo com a SaferNet Brasil, os casos de cyberbullying têm crescido anualmente, revelando que a população, especialmente os jovens, ainda não possui preparo adequado para lidar com os riscos digitais. Nesse sentido, como alerta Zygmunt Bauman, na “modernidade líquida” as relações frágeis favorecem ações impensadas e ofensivas, que encontram no anonimato online um terreno fértil para se espalhar. Isso demonstra a urgência de inserir, nas escolas e mídias, campanhas e debates permanentes sobre empatia e responsabilidade digital.
Portanto, é imprescindível que o Estado, em parceria com organizações e instituições de ensino, desenvolva políticas públicas efetivas para prevenção e combate ao cyberbullying, incluindo a aplicação rigorosa das leis existentes e programas educativos sobre cidadania digital. Somente com ações conjuntas será possível transformar a internet em um espaço seguro, onde a liberdade de expressão não seja distorcida para a prática de crimes de ódio e violência virtual.