A internet como vilã: crimes de ódio e cyberbullying na rede

Enviada em 10/08/2025

No cenário atual, a internet tornou-se um elemento central na comunicação e na propagação de informação. Porém, sua acessibilidade e a forma como é tratado, aumenta a proliferação de crimes de ódio e de práticas de cyberbullying. A ausência de fiscalização efetiva, tanto pelas plataformas digitais quanto pelo poder público, intensifica tais ações e ameaça a interação e convivência psicológica e social dos indivíduos, configurando um grave problema a ser enfrentado.

Nesse contexto, a atuação ineficiente das redes sociais na moderação de conteúdos e a ineficácia governamental em punir agressores alimentam um ciclo de impunidade. Como exemplo, a recente repercussão dos vídeos do criador de conteúdo Felca, que expôs casos de golpes, assédio e discurso de ódio na internet, evidencia a carência de mecanismos institucionais eficientes, já que tais denúncias partiram de ações individuais e não de órgãos competentes.

Diante disso, é imprescindível que medidas sejam adotadas para reverter esse cenário. As plataformas devem aprimorar algoritmos e ampliar equipes de moderação, assegurando a contenção rápida de conteúdos nocivos e a identificação dos autores desses crimes. Paralelamente, o Estado deve fortalecer leis existentes, criar regulamentações específicas e investir em parcerias com empresas tecnológicas, a fim de melhorara fiscalização e garantir punições proporcionais aos crimes cometidos no ambiente virtual.

Portanto, embora a internet seja uma ferramenta valiosa de conexão e aprendizado, existem situações e conteúdos que precisam ser contidos. Ações de parte governamental precisam ser efetivas e causar o desconforto que deveriam, assim, poderemos assegurar a liberdade e segurança que todos merecem nas redes e setores tecnológicos.