A internet como vilã: crimes de ódio e cyberbullying na rede

Enviada em 10/08/2025

Na contemporaneidade, as redes sociais ocupam papel central na difusão de informações e na construção de opiniões. Plataformas como Instagram, X (antigo Twitter) e TikTok, ao mesmo tempo em que democratizam o acesso às ideias, também podem favorecer a propagação de desinformação. De acordo com o filósofo Zygmunt Bauman, na “modernidade líquida” as relações e informações tornam-se instantâneas e voláteis, o que intensifica a influência desses ambientes digitais. Por um lado, tais redes possibilitam que debates, campanhas sociais e mobilizações políticas atinjam milhões de pessoas em poucos segundos. Movimentos como o “Primavera Árabe” evidenciam o potencial desses espaços na articulação de causas e na ampliação da participação cidadã. Por outro lado, a ausência de filtros rigorosos e o funcionamento de algoritmos que privilegiam conteúdos de alto engajamento — muitas vezes sensacionalistas — fomentam “bolhas” de opinião e dificultam o diálogo democrático. Segundo dados do relatório “Global Digital 2024”, cerca de 64% dos brasileiros já receberam notícias falsas pelas redes, o que demonstra a urgência do enfrentamento desse problema. Nesse contexto, é imprescindível que haja investimento em educação midiática, a fim de desenvolver a capacidade crítica dos usuários, bem como políticas de moderação transparentes que coíbam a circulação de conteúdos nocivos. Assim, será possível transformar as redes sociais em instrumentos efetivos de fortalecimento da democracia e de promoção do conhecimento, alinhando tecnologia e responsabilidade social.