A internet como vilã: crimes de ódio e cyberbullying na rede

Enviada em 10/08/2025

No século XXI, a internet tornou-se um dos principais meios de comunicação, estudo e lazer. Entretanto, o mesmo espaço que conecta pessoas também serve de palco para condutas nocivas, como crimes de ódio e o cyberbullying. Esses problemas são agravados pela sensação de anonimato e pela falta de punições efetivas, tornando o ambiente virtual, muitas vezes, hostil. A filósofa Hannah Arendt, ao discutir a banalidade do mal, mostrou como atitudes prejudiciais podem se normalizar quando não enfrentadas. Essa ideia se aplica ao mundo digital, onde discursos preconceituosos — racistas, homofóbicos ou misóginos — se espalham rapidamente, afetando a convivência social e reforçando estigmas.

O cyberbullying, por sua vez, envolve humilhações e perseguições virtuais, atingindo especialmente crianças e adolescentes. Segundo dados da SaferNet Brasil, casos desse tipo aumentaram em2023, o que evidencia a gravidade do problema.

As consequências incluem queda no rendimento escolar, isolamento social e, em situações extremas, depressão e suicídio. Para combater essa realidade, o Governo Federal deve reforçar a aplicação da Lei nº 13.185/2015 no ambiente digital, promovendo campanhas de conscientização sobre respeito nas redes. Empresas de tecnologia precisam investir em sistemas que identifiquem e removam conteúdos nocivos com agilidade. Escolas e famílias, por fim, devem orientar sobre cidadania digital e uso ético da internet.

Assim, embora a rede mundial seja um instrumento valioso de informação e aproximação, seu mau uso pode transformá-la em um espaço de violência. A construção de um ambiente virtual seguro depende da responsabilidade coletiva e do incentivo à empatia, garantindo que a internet cumpra seu papel de unir, e não de separar, as pessoas.