A internet como vilã: crimes de ódio e cyberbullying na rede
Enviada em 10/08/2025
O filósofo francês Jean-Paul Sartre afirmou que “o inferno são os outros”,
ressaltando como relações humanas podem se tornar nocivas. Hoje, essa ideia se
reflete na internet, que, embora tenha sido criada para aproximar pessoas e
democratizar o acesso à informação, tornou-se palco para crimes de ódio e
cyberbullying. O anonimato e a rapidez na propagação de conteúdos favorecem
esses ataques, exigindo medidas urgentes.
Os crimes de ódio, motivados por preconceitos de raça, gênero, religião ou
orientação sexual, têm crescido no meio virtual. Dados da SaferNet Brasil
mostram aumento nas denúncias, revelando falhas na moderação e na punição
jurídica. Essa impunidade amplia o alcance das ofensas, causando danos
psicológicos como depressão e isolamento social.
Já o cyberbullying atinge principalmente jovens, prolongando o assédio para
além do ambiente escolar. Segundo Albert Bandura, comportamentos agressivos
tendem a se repetir quando não são punidos, o que reforça a urgência de ações
efetivas para conter a violência digital.
Para reverter o quadro, o Governo Federal deve atualizar o Marco Civil da
Internet, empresas de tecnologia precisam investir em moderação rápida e
escolas devem promover educação digital e cidadania online. Assim, será
possível tornar a internet um espaço seguro, ético e inclusivo.