A internet como vilã: crimes de ódio e cyberbullying na rede
Enviada em 10/08/2025
No vídeo recente intitulado “Adultização”, publicado por Felca em agosto de 2025, o influenciador denuncia a exposição indevida e a exploração de menores nas redes sociais, alertando para os riscos da nudez precoce, sexualização e desrespeito à infância. Essa discussão evidencia como práticas online e plataformas digitais podem violar direitos fundamentais e comprometer o desenvolvimento saudável de crianças, exigindo uma reflexão urgente sobre limites, responsabilidade social e estratégias de proteção.
A adultização representa um fenômeno em que crianças e adolescentes são induzidos a assumir comportamentos e papéis típicos da fase adulta antes de estarem emocional e psicologicamente preparados. Essa antecipação pode gerar efeitos graves, como ansiedade, depressão e prejuízo à formação da identidade. No vídeo, Felca destaca casos reais em que influenciadores expõem menores de forma sexualizada, um deles resultando na desativação de perfis e processos legais, evidenciando o impacto direto e urgente dessa problemática.
Não basta apenas apontar o problema: é necessário responsabilizar todos os envolvidos. Pais ou responsáveis que expõem conteúdos sensíveis, influenciadores que priorizam engajamento a bem-estar, e plataformas digitais com moderação ineficiente colaboram com a perpetuação da adultização. A atitude de Felca, ao denunciar o influenciador Hytalo Santos, gerar repercussão e provocar ações como a exclusão de perfis ofensivos, demonstra que é possível transformar indignação em reação efetiva.
É imprescindível uma resposta multifacetada: o Estado deve fortalecer leis que protejam crianças online, com fiscalização eficaz e penalidades severas; plataformas digitais precisam aprimorar seus algoritmos de moderação e cooperação com autoridades; educadores e famílias devem ser capacitados para identificar riscos e promover a cultura do respeito à infância. Só assim será possível resgatar o direito ao brincar, crescer e aprender sem pressões indevidas, reconstruindo um espaço digital ético e seguro para as gerações futuras.