A internet como vilã: crimes de ódio e cyberbullying na rede
Enviada em 11/08/2025
Na sociedade contemporânea, a internet é indispensável para comunicação, educação e lazer. Porém, esse espaço também abriga crimes de ódio e práticas como o cyberbullying, que afetam a saúde mental e fragilizam a convivência social. O anonimato e a rapidez das interações potencializam a “banalidade do mal”, conceito de Hannah Arendt, segundo o qual comportamentos nocivos podem se tornar comuns quando praticados de forma impessoal.
Um dos fatores que favorecem esses delitos é a fragilidade na aplicação das leis frente à velocidade com que conteúdos ofensivos circulam. Apesar de legislações como o Marco Civil da Internet (Lei nº 12.965/2014), a identificação e punição dos agressores esbarram em barreiras técnicas e burocráticas, incentivando a impunidade. Nesse cenário, minorias sociais tornam-se alvos frequentes, e ataques discriminatórios se fortalecem no ambiente virtual.
O impacto emocional do cyberbullying é grave, sobretudo entre adolescentes. Segundo a Unicef, pode causar ansiedade, depressão e, em casos extremos, ideação suicida. A pressão por validação em redes e a exposição constante tornam a experiência online hostil, exigindo ações conjuntas no campo jurídico e educativo para conter os danos.
Portanto, para enfrentar o problema, o Ministério da Justiça, em parceria com empresas de tecnologia, deve aperfeiçoar sistemas de rastreamento e denúncia, removendo rapidamente conteúdos ilícitos e garantindo a responsabilização dos agressores. Paralelamente, o Ministério da Educação precisa inserir programas de cidadania digital nas escolas, com oficinas e debates sobre respeito e segurança online. Assim, por meio de medidas articuladas e preventivas, a internet pode deixar de ser um espaço de violência e se consolidar como um ambiente mais seguro e construtivo.