A internet como vilã: crimes de ódio e cyberbullying na rede
Enviada em 11/08/2025
De acordo com a Constituição Federal de 1988, todos os brasileiros têm direito à dignidade, à segurança e à proteção contra qualquer forma de violência. No entanto, essa realidade está distante de sua plena concretização, uma vez que a internet, espaço de ampla comunicação e troca de informações, também se tornou palco para crimes de ódio e casos de cyberbullying, como na chamada “rede do galego”. Tais práticas afetam gravemente a saúde mental e a integridade das vítimas, causando danos emocionais e sociais. É fundamental investigar as causas
desse problema, considerando a negligência estatal e a inércia social.
Em primeira análise, o poder público é responsável por manter o entrave. Conforme a obra O Cidadão de Papel, de Gilberto Dimenstein, os direitos são garantidos apenas na teoria, enquanto, na prática, a população é negligenciada. Isso ocorre porque crimes virtuais, como ameaças, difamações e incitação ao ódio, muitas vezes não recebem investigação e punição adequadas. Faltam estruturas especializadas, profissionais capacitados e leis mais rigorosas para lidar com a rapidez e a complexidade do ambiente digital. Com isso, agressores virtuais se sentem encorajados a agir, cientes de que dificilmente serão responsabilizados.
Em segunda análise, a sociedade inerte também favorece esse cenário. Segundo a filósofa Djamila Ribeiro, a população tem potencial para resolver problemas sociais quando atua de forma unida. Porém, muitos se calam diante de ataques online ou até os incentivam com curtidas, compartilhamentos e comentários ofensivos. Essa postura alimenta a cultura da impunidade e da humilhação na rede, tornando ambientes virtuais cada vez mais hostis. A falta de empatia e de educação digital contribui para que o problema se perpetue e atinja novos alvos.
Portanto, os crimes de ódio e o cyberbullying na internet, como evidenciado na “rede do galego”, são uma grave ameaça a muitos brasileiros. Para reverter a situação, cabe ao Poder Executivo criar e fortalecer delegacias especializadas em crimes cibernéticos, por meio do apoio dos ministérios da Justiça e da Comunicação, garantindo investigações rápidas e punições exemplares. Já a sociedade civil deve promover campanhas de conscientização digital para incentivar respeito e responsabilidade online. Sendo assim, garantindo dignidade.