A internet facilitou a informação, mas restringiu a capacidade de reflexão

Enviada em 05/11/2025

O Pensandor Schopenhauer, em “Mundo como vontade e representação”, aponta como os homens são movidos, pela ânsia de ter e o tédio de possuir. Paralelamente, observa-se na sociedade contemporânea, a falta da capacidade reflexiva frente a constante exposição ao consumo, pelas redes sociais. Logo, é válido pontuar a super exposição a anúncios e a formação de cidadãos ausentes de pensamento próprio.

Em primeira análise, opta-se por discernir sobre a sobrecarga de propagandas da atualidade, que estimulam os usuários a consumirem de forma mecânica, ausentes de quaisquer reflexão sobre o ato. Nesse sentido, a mídia influência negativamente os seus telespectadores, por transmitir anúncios entre os programas. Schopenhauer infere sobre isso, citando o homem pela sua busca incessante de consumir, tentando preencher um vazio, o qual se traduz na falta de reflexão. A partir disso, percebe-se que a falta da capacidade reflexiva esta apoiada no consumo excessivo, os quais são fomentados por instituições mídiaticas.

Paralelamente, cabe discutir sobre a formação de uma sociedade alienada. Nesse vies, as consequência de uma população alienada é a manipulação de muitos para a vontade de uma elite, delimitada por políticos e latinfundiarios. O escritor Stuart Hall fala, em “Diáspora”, que a delimitação de identidade é um processo que começa na colonização, e perdura até hoje com os mesmos grupos no poder. Como exemplo, tem-se “Vidas Secas”, onde o personagem principal é oprimido pela polícia, e por não saber sobre os seus direitos aceita a agressão, por pensar que o Estado é absoluto. Em Síntese, a elite brasileira corrobora com a super exposição de anuncios, afim de obter cidadãos sem reflexão profunda dos seus direitos, e assim a exploração colonial perdura até a atualidade.

Portanto, fica evidente que mudanças são necessárias. Para isso, o Estado, como órgão mediador do poder, deve regularizar a exibição de anuncios, por meio da criação de leis que regulem-os. Para que, os usuários não seja bombardeados com anúncios a todo momento. Só assim poderemos ter uma sociedade consciente de seus direitos e o fim da manipulação das massas.