A internet facilitou a informação, mas restringiu a capacidade de reflexão

Enviada em 18/03/2026

O filósofo Zygmunt Bauman, ao tratar da “modernidade líquida”, destaca a superficialidade das relações contemporâneas. De modo semelhante, o uso excessivo da internet amplia o acesso à informação, mas limita a reflexão crítica. Dessa maneira, a problemática se agrava pela superficialidade do consumo de conteúdos digitais e pela influência dos algoritmos, o que mantém um quadro preocupante.

Diante disso, é lícito afirmar que a ausência de educação midiática contribui para o agravamento da superficialidade do consumo de conteúdos digitais. Segundo o educador Paulo Freire, a educação deve promover a consciência crítica dos indivíduos. Nesse sentido, devido à falta de incentivo à formação crítica no ambiente digital, muitos usuários consomem informações de forma passiva, sem questionar fontes ou conteúdos, o que compromete sua capacidade reflexiva. Desse modo, é urgente reformular essa postura educacional.

Contudo, a influência dos algoritmos também é um fator que potencializa a permanência da problemática. No documentário O Dilema das Redes, é evidenciado como as plataformas digitais utilizam algoritmos para direcionar conteúdos com base nos interesses dos usuários, criando bolhas informacionais. Partindo desse pressuposto, percebe-se que os indivíduos passam a ter contato apenas com ideias semelhantes às suas, o que limita o pensamento crítico e o debate de diferentes perspectivas. Destarte, tudo isso retarda a resolução da questão, já que tal dinâmica perpetua esse cenário excludente.