A internet facilitou a informação, mas restringiu a capacidade de reflexão
Enviada em 28/03/2026
A inovação tecnológica, no ano de 1969, trouxe uma ferramenta revolucionária: A internet. Entretanto, embora esse recurso tenha proporcionado inúmeros avanços, também desencadeou efeitos negativos na sociedade contemporânea. Nesse con-texto, é ideal destacar a crescente ausência do pensamento crítico entre os indiví-duos brasileiros, decorrente da dependência excessiva das tecnologias digitais e do acesso precoce a elas.
Desde o seu surgimento, a influência da internet no comportamento humano tem crescido cada vez mais no Brasil. De acordo com B. F. Skinner, “o problema não é se as máquinas pensam, mas se os homens o fazem”. Nesse sentido, entende-se que o fácil acesso à informação, sem devida limitação, contribui para a formação de in-divíduos cada vez menos críticos e mais dependentes, uma vez que muitos se acos-tumam a recorrer a conteúdos prontos, sem questioná-los e deixando de pensar por conta própria. Consequentemente, essa realidade resulta em problemas como o baixo rendimento escolar, decorrente da falta de autonomia intelectual, a dificul-dade do pensamento autônomo e até a limitação da capacidade de análise crítica diante situações do dia a dia.
Nesse sentido, a chamada “Lei Felca” (Estatuto Digital da Criança e do Adolescen-te). — legislação brasileira que tem como objetivo proteger integralmente crianças e adolescentes em ambientes digitais —, promulgada recentemente, evidencia o quão alarmante é o acesso precoce desse público às tecnologias e os prejuízos ao seu desenvolvimento. Assim, destaca-se que a exposição constante às telas pode a-fetar tanto o âmbito social quanto o mental, uma vez que a substituição de intera-ções reais por estímulos virtuais dificulta a construção de relações interpessoais, o equilíbrio psicológico desde a infância e o pensamento crítico.
Dito isso, o governo federal, em parceria com o Ministério da Educação e o Minis-tério da Família, deve, por meio de campanhas públicas e rodas de conversa nas escolas, alertar a população sobre os riscos do uso excessivo da internet, além de incentivar a autonomia cognitiva e orientar os responsáveis a estabelecerem limi-tes no uso das tecnologias por crianças, a fim de garantir um desenvolvimento reflexivo mais saudável e autônomo na população brasileira.