A internet facilitou a informação, mas restringiu a capacidade de reflexão
Enviada em 18/04/2026
No primeiro semestre de 2026 entrou em vigor o ECA Digital - lei que visa regular o uso da internet e a relação das “big techs” com menores de idade em território brasileiro. Esse instrumento, elaborado com o apoio da sociedade civil em colaboração com influenciadores e Ong’s levantou muitos questionamentos e protestos: Seria a regulação o caminho mais eficiente no combate a crimes no ambiente virtual? A necessidade de exposição das pessoas inibiu a sua capacidade de julgamento?
Este último questionamento tem sido levado para dentro das empresas e escolas por meio do letramento digital, uma inciativa que visa discutir posturas e estimular comportamentos saudáveis dentro do ambiente virtual. Isso permite às pessoas se protegerem e refletirem sobre os impactos de suas atitudes tanto em sua vida profissional quanto pessoal. Essa abordagem certamente tem impactado positivamente e estimulado ações mais refletidas.
Já a criação de legislações, como o ECA Digital, busca regular legalmente as relações virtuais e tipificar crimes e as penalidades a eles relacionadas com o objetivo de inibir ações criminosas e aliciamentos dos mais variados. Como é este um tema relativamente novo no ordenamento jurídico brasileiro e na vida em sociedade, certamente muitas outras reflexões são requeridas. Outros temas ainda carecem de tratamento adequado, mas este é sem dúvida um marco memorável: a proteção de menores na internet.
Assim, este movimento de conscientização de uso das redes, tanto por meio de leis quanto de ações educativas, demonstra que existe uma demanda urgente que já está sendo tratada nos âmbitos necessários - educacional e jurídico. Faz-se necessário o impulsionamento do que já vem sendo realizado e o envolvimento de todos para garantir um alcance mais amplo e assertivo dessas políticas e o consequente impacto necessário na proteção das pessoas.