A internet facilitou a informação, mas restringiu a capacidade de reflexão
Enviada em 28/08/2019
O surgimento da internet remonta à Guerra Fria, surgida nos Estados Unidos da America a fim de interligar os laboratórios, anos depois ela está no mundo todo, nos bolsos da maior parte da população mundial, que envia e recebe mensagens com uma incrível velocidade. Entretanto com um fluxo tão intenso de informações a capacidade de distinção e reflexão sobre o que está na rede é cada vez mais diminuto, levando o usuário a crer em tudo o que recebe
A rede cumpre cada vez mais com seu papel comunicador, com um inimaginável número de artigos, sites e arquivos nela armazenado, vista grande quantidade dados nela presente muitas informações lá postas podem ser falsa. Em tese, tal distinção não deveria ser difícil visto que com a quantidade de notícias presentes seria simples de verificar a veracidade da informação, apenas olhar outros sites que discutem sobre o tema, entretanto, com o crescimento da pós-verdade, onde a opinião individual sobressalta à realidade tal pesquisa só é feita quando a informação recebida contradiz a opinião pessoal, não levando a reflexão sobre si, logo, a pessoa passa a rodear-se online por apenas do que ele já sabia, conhece e tem por verdade absoluta.
Uma partes da sociedade mais atingidas pelo excesso da computação são as crianças, pois por terem se crescido online já tiveram um contato maior com a rede, estudos já apontam que no Brasil parte das crianças gastam mais de 25 horas semanais vendo vídeos. Mesmo sendo previsto na Constituição de 1988, que a criança deve sempre ser vigiada por um responsável durante os períodos online, não é sempre possível a presença de um maior, deixando a criança exposta a todo tipo de informação, podendo ser falsa, essa criança pode ajudar a espalhar sem nem saber sobre a veracidade do que viu, por nunca ter tido contato com o pensamento crítico, não desenvolve como se deve as sinapses, pois é entre cinco e dez anos a fase em que o cérebro tem o auge de seu desenvolvimento.
Portanto, visto que, é na infância moderna onde nasce o problema, o ideal é a ação neste período, pois se os adultos do futuro não souberem diferenciar a realidade do que é mentira o cenário só tende a piorar. Para isso deve haver nas escolas, tanto pública quanto particular, um projeto sobre computação básica financiado pelo Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações e apoiado pelo Colégio Politécnico da Universidade São Paulo, a fim de que o jovem saia do Ensino Básico sabendo produzir uma opinião e raciocinar sobre ela, sempre pesquisando antes de compartilhar e reproduzir o conteúdo ou opinião, esse processo teria por fim a análise racional das informações, seu sucesso seria obtido através da ação nas escolas de Ensino Fundamental.