A internet facilitou a informação, mas restringiu a capacidade de reflexão

Enviada em 22/10/2019

Segundo Buman, a internet é muito útil oferece serviços prazerosos, mas são muitas vezes uma armadilha. Logo, em analise ao que o sociólogo disse, a internet tem facilitado a vida das pessoas em várias áreas como,   por exemplo, facilidade de encontrar informações diversas com rapidez. Porém, também com ela surgiu um novo desafio, a dificuldade de refletir sobre os assuntos. Nesse sentido, cabe avaliar os fatores que favorecem esse quadro.

Primordialmente, a constante “bomba” de informações disparadas para o internauta que possibilitam a distração é uma das causas para a falta de reflexão. De acordo com a História, na Guerra Fria, uma das estratégias de divulgação dos modelos econômicos para a população eram os meios de comunicação. Esse meios traziam ao público informações sequencias sobre um determinado modelo, sendo através de filmes, desenhos ou rádio, assim  essa estratégia tinha como meio para atingir seu objetivo a diversificação dos conteúdos, para que a sociedade não percebesse o que esses grupos queriam. Dessa mesma forma tem acontecido nos dias de hoje, pois há constantemente na internet  divulgação de conhecimento, notícias, dentre outros, que proporcionam ao cidadão muitas informações , porém tornam muito mais difícil o processo de concentração deste, pois logo em seguida existi outro o conteúdo que o dispersa.

Ademais, a falta de debates nas escolas que incentivem o pensamento crítico e a analise, tornam a geração que mais usa a internet ineficiente na reflexão. Conforme o Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI-br), 80% dos jovens usam a internet  hoje no país. Logo, se esse grande  número de pessoas não souberem o que fazer com as informações recebidas durante o dia, serão apenas visualizadores e não contribuirão para o crescimento da sociedade e nem para o deles. Por esse motivo, a escola deve ensinar como refletir acerca de qualquer assunto, pois ela é a instituição que os jovens têm mais acesso. Assim, devem incentivar tal pensamento.

Em suma, a internet facilitou a falta do pensamento crítico. Por esse motivo, cabe aos sites de  informação disponibilizarem os conteúdos de forma que não sejam sequenciais, que permitam o acessante a pensar no que está consumindo, isso acontecerá por meio de plataformas organizadas e com disposições mais simples, para que o internauta possa refletir sobre os conteúdos adquiridos. Outrossim, cabe as escolas proporcionarem aulas que ensinem os jovens a terem pensamento crítico em tudo o que consumirem, por meio de debates sobre os assuntos pesquisados, para que os mais novos possam ter opiniões concretas sobre os assuntos que pesquisam. Assim, Bauman poderá reformular seu conceito, pois as chances de se cair em armadilhas diminuirá.