A internet facilitou a informação, mas restringiu a capacidade de reflexão

Enviada em 14/03/2020

A geração Z, geração de nascidos em meados da década de 1990, são pessoas definidas como nativas digitais, familiarizadas com o aparelhos tecnológicos modernos pois cresceram junto à evolução destes. Assim, pode-se dizer que a geração Z teve o acesso à informação de forma mais fácil e rápida em relação aos seus ascendentes. Contudo, o fácil acesso à informação proporcionado pela internet pode vir a ser um problema uma vez que acaba por limitar o pensamento crítico, que traz consequências negativas e até mesmo prejudiciais à população como um todo.

Em primeiro lugar, com o advento da internet as pessoas passaram a ter informações de forma cada vez mais rápida e simples. No entanto, a popularização dessa ferramenta muitas vezes traz o conteúdo desenvolvido e pronto para o espectador fazer o uso, o que torna um desafio selecionar e interpretar aquilo que de fato é relevante visto que, com as informações disponíveis em centenas de sites basta escolher uma e usar o conteúdo disponibilizada por este. Como consequência, na maioria das vezes não se vê necessidade de reflexão quanto ao conhecimento adquirido e exclui-se a importância de uma análise quanto a autenticidade daquilo exposto.

Por fim, ao descartar a possibilidade de erro nos sites pesquisados, as pessoas não cultivam o hábito de julgar se aquilo que foi publicado realmente é verídico, e pouco raciocina-se o que foi lido. A exemplo, as mensagens compartilhadas nos grupos de whatsapp que são de procedência duvidosas, todavia são repassadas diversas vezes como vindas de fontes seguras e incontestáveis. Logo, as pessoas passam a transmitir notícias inverossímeis e popularizar mitos como verdades absolutas, possuem um leque abrangente de informações entretanto não desenvolvem um pensamento crítico em relação a elas.

Desse modo, a internet facilitou a informação, mas restringiu a capacidade de reflexão tendo em vista que não se desenvolve um pensamento crítico, nem se interpreta o que foi lido. Portanto, é necessário que o Ministério da Educação inclua na grade curricular das escolas, educação informática por meio de professores especializados que trabalhem interdisciplinarmente com professores de português e sociologia com intuito de ensinar a selecionar e pesar o que for lido. Além disso, é necessário que o Governo trabalhe em conjunto com as empresas de internet de forma a monitorar e suspender sites que frequentemente divulgam informações duvidosas. Só assim, a internet será fonte de informações sem restingir a capacidade de reflexão.