A internet facilitou a informação, mas restringiu a capacidade de reflexão
Enviada em 01/03/2020
Na obra “utopia”, do escritor Thomas More, é retratada uma sociedade perfeita, na qual o corpo social padroniza-se pela ausência de conflitos e problemas. No entanto, o que se observa na realidade contemporânea é o oposto do que o autor prega, uma vez que a internet restringe nossa capacidade de reflexão apresenta barreiras, as quais dificultam a concretização dos planos de More. Esse cenário antagônico é o fruto tanto da alienação, quanto da ignorância. Diante disso, torna-se fundamental a discussão desses aspectos, a fim do pleno funcionamento da sociedade.
Precipuamente, é fulcral pontuar que a alienação por informações fáceis e diretas deriva da baixa atuação dos setores governamentais, no que concerne à criação de mecanismos que coíbam tais recorrências. Segundo Thomas Hobbes, o estado é responsável por garantir o bem-estar da população, entretanto, isso não ocorre no Brasil. Devido à falta de atuação das autoridades, as pessoas estão cada vez mais sem senso crítico. Desse modo, faz-se mister a reformulação dessa postura estatal de forma urgente.
Ademais, é imperativo ressaltar a ignorância como promotor do problema. Partindo desse pressuposto, a falta do refletir, por sempre ter as informações já prontas e rápido é a grande problemática da internet. tudo isso retarda a resolução do empecilho, já que a não mudança desse hábito contribui para a perpetuação desse quadro deletério.
Assim, medidas exequíveis são necessárias para conter o avanço do problema em questão na sociedade brasileira. Dessarte, com o intuito de mitigar o problema com a internet, necessita-se urgentemente, que o Estado faça programas socioculturais para conhecimentos e alerta à sociedade, onde será revertido em seres humanos racionais, podendo, assim, serem reflexivos. Desse modo, atenuar-se-á, em médio e longo prazo, o impacto nocivo da alienação e ignorância , e a coletividade alcançará a Utopia de More.