A internet facilitou a informação, mas restringiu a capacidade de reflexão
Enviada em 16/03/2020
A internet facilitou a informação, mas restringiu a capacidade de reflexão A Revolução Técnico-Cientifica e Informacional que ocorreu após a Guerra Fria, na década de 1980, consolidou a presença da tecnologia e, por consequência, da internet na vida humana. No entanto, a facilidade em obter dados resulta na perda do pensamento crítico e em desinformação. Nesse contexto, a informação já moldada torna-se uma desinformação. Sobre isso, a Teoria do Fato Social, de Emilie Durkheim, demonstra que a maneira de agir, pensar e sentir do indivíduo é determinada pelos instrumentos sociais e culturais, o que o obriga a se adaptar às regras da sociedade. Como consequência, os moldes atuais de acesso a informação, via internet, em que não exige do indivíduo a seleção e junção de informações para formar um conhecimento, fomenta a formação de uma mente que, pelo costume, não exerce sua função crítica em nenhuma convivência.
Outrossim, o bombardeio de dados resulta em desinformação. Nisso, o filósofo Aristóteles discute em sua Doutrina do Meio-Termo sobre a importância de escolher um meio entre dois extremos, um de excesso e outro de deficiência e, com isso, evitar os pontos fracos de ambos. Dessa forma, é clara a necessidade do conhecimento, o que a internet pode oferecer de maneira democrática, porém, há a necessidade de distanciar a situação do excesso de informações prontas, e aproximar de uma cenário de conclusões individuais.
Portanto, o Estado deve intervir no modo como as informações são expostas, por meio de um projeto que incentive a leitura de livros, ao atuar em escolas, com o objetivo de incentivar o exercício do pensamento crítico. Ademais, por iniciativa privada, o Google pode incrementar a pequisa com testes para o internauta, a fim de que chegue a suas próprias conclusões.