A internet facilitou a informação, mas restringiu a capacidade de reflexão

Enviada em 08/03/2020

O advento da internet, promovido com notória visibilidade a partir da Globalização, propiciou a integração mundial, além de ocasionar a rápida difusão e o fácil acesso às diversas informações contidas nesse meio. No entanto, hodiernamente, nota-se a gênese de seres afetados pela escassez da necessidade de reflexão, uma vez que, permeados pelo bombardeamento de dados, selecionam, de modo errôneo, as superficialidades a serem absorvidas.

Em primeira análise, adequa-se destacar a manipulação dos algorítimos presente nas redes sociais e sites. Ao realizar uma pesquisa acerca de determinado tema, esse adentra no perfil de preferência do usuário, ganhando destaque nos posteriores anúncios em aplicativos, a exemplo, o Instagram. Destarte, os círculos de informações individuais são delimitados pela inclinação pessoal, prejudicando a admissão de percepções variadas, as quais poderiam fomentar o raciocínio crítico.

Ademais, o sociólogo Jean Baudrillard pontua as mídias sociais como ilusões da realidade, as quais apresentam um mundo irreal, porém consumível. Concomitantemente, para o filósofo Arthur Schopenhauer o conhecimento de mundo do homem é resultado do seu campo de visão. Logo, pessoas limitadas usufruem da comodidade ilusória proporcionada perante a inutilidade do pensar, frutos daquilo que acreditava-se ser benéfico.

Portanto, é de suma importância a mobilização do Estado mediante esse empecilho, com o propósito de defender práticas reflexivas, em conjunto ao uso produtivo da internet. Para isso, o Superministério da Cidadania deve, em parceria com as redes mais utilizadas, promover campanhas ao público virtual, a fim de disseminar o exercícios da busca consciente dos múltiplos temas difusos. Assim, tal ambiente voltará a trazer vantagens à população.