A internet facilitou a informação, mas restringiu a capacidade de reflexão

Enviada em 07/03/2020

O mundo globalizado veiculou o avanço tecnológico o qual possibilitou o acesso ao conhecimento de maneira eficaz, veloz e saber a respeito de acontecimentos de cada país existente. No entanto, impasses como analfabetismo funcional e debates que envolvem mais insultos do que demonstração de pontos de vista fazem com que a capacidade analítica do ser humano seja comprometida.   Mormente, é indubitável que a Internet é um meio que permite o acervo de informações aos seres humanos, enquanto que os analfabetos funcionais no Brasil se tornam um empecilho para a reflexão de dados. Estas pessoas, possuem dificuldades de compreender textos de caráter simples e por essa razão são mais suscetíveis a interpretarem de maneira equivocada e isso demonstra o quanto é precária a educação no país. Outrossim, é válido ressaltar que, de acordo com os obtidos de uma pesquisa realizada pelo Indicador de Analfabetismo Funcional (Inaf), resultados de 2018, 3 em cada 10 brasileiros são considerados analfabetos funcionais e apenas 12% da população está no nível “proficiente”.

Por conseguinte, o desrespeito para com a manifestação crítica de outrem, seja em debates ou em uma simples conversa, promove o regresso da conquista a democracia. Posto que, conforme a Constituição brasileira, cada ser humano tem sua liberdade de expressão e somente pode exerce-la se não restringir a do seu próximo. Uma exemplificação é o fato de, em programas de rádio como o Pânico, que em alguns casos colocam duas pessoas que defendem pontos de vista contrários, é possível perceber que no decorrer da discussão, além de haver alfinetadas, há ofensas para o indivíduo, demonstra-se, então, um desacato para com o exercício da cidadania.

Destarte, os mecanismos possibilitados pela globalização facilitam o acesso ao conhecimento e boa parte das pessoas não refletem a cerca do que leem. Conquanto, cabe ao Governo um maior investimento financeiro para recursos de aprendizagem na educação brasileira. Uma vez que ao seguir no viés que as crianças são a base das próximas gerações, é válido utilizar mais o artifício dos debates nas salas de aula, incentivados pelos docentes. A medida que transcorre as discussões entre os discentes, com a troca de ideias, pode fazer com que os alunos, desde a mocidade, sejam motivados a estudar e a ler, visto que para argumentar é necessário deter conhecimento e, logo, sendo ensinados a executarem o princípio da democracia. Assim, torna-se real no país com um índice menor de analfabetos funcionais e com o ideal de respeitar a liberdade de expressão, “eu discordo do que você diz, mas defenderei até a morte o seu direito de dizê-lo”.