A internet facilitou a informação, mas restringiu a capacidade de reflexão
Enviada em 05/03/2020
O fenômeno midiático inventado no seculo 20 -a internet- se popularizou na década de 1980 incorporando-se em quase todos os aspectos da vida humana. Contudo, logo a novidade virou uma autodestruição.Dessa forma, busca-se a origem na qual começa a inércia e a delimitação do pensamento, como também, é perceptível a mudança comportamental em internautas, denunciando o uso excessivo de tal tecnologia e a restrição da capacidade de reflexão causada pelo acúmulo de informação.
De início, a aceitação do ciberespaço ocorreu muito diferente do que um dia foi como o rádio e a televisão.Ademais, a admissão por exemplo, da redes sociais, gerou em seus primeiro momentos muitos benefícios, porém, trouxe como malefício a impulsividade transformada em compulsão. Logo, de acordo com o escritor Xavier Maistrer o vício tem somente como recompensa o arrependimento. Além disso, o livro ‘‘Confissões de uma viciada em internet’’ exibe a vida de uma jornalista brasileira que se absteve de seu celular revelando como ela se descobriu nomofóbica, ou seja, angustiada por estar incontatável sem seu aparelho celular.
Adiante, é questionado sobre o acúmulo de notícias e/ou dados existentes nas plataformas de comunicação. Consequentemente, após a globalização os conjuntos habitacionais ficaram conhecidos como sociedade da informação/conhecimento.Dessarte, a ‘‘avalanche’’ de informação que um cidadão recebe em seu aparelho celular, por exemplo, é tamanha - uma vez que a maioria é de baixa qualidade-ao ponto de se perder o foco naquilo que no que se realmente ia buscar.De certo, um dos males associados a era digital foi identificado pelo psicólogo David Lewis, a síndrome da fadiga informativa na qual a principal manifestação é a paralisia na capacidade analítica.
Assim, faz-se necessário que o Ministério da Educação em parceria com a mídia, desenvolve-se projetos que visam a orientação, como palestras ou até mesmo a divulgação de propagandas para que despertasse o senso crítico e a percepção do quanto se usa o aparelho digital e o devido limite a ser aplicado de acordo com cada necessidade. Ademais, cabe às entidades governamentais a elaboração de medidas que minimizem o aglomerado de informação e publicidade que podem tencionar ao consumismo.