A internet facilitou a informação, mas restringiu a capacidade de reflexão
Enviada em 06/03/2020
Na obra “O que eu aprendi sendo xingado na internet” de Leonardo Sakamoto, o autor relata as opressões e pré-conceitos fortemente presentes nos usuários da rede e como se tornou perceptível o fato de haver uma aglomeração de indivíduos hostis e alienados na atualidade. Dessa maneira, a internet desencadeia uma série de fatores pragmáticos na sociedade, como: ausência de discernimento e compreensão. Logo, convêm analisarmos o fator que prepondera para a assiduidade de tais barbaridades sociais.
Sob essa ótica, é de suma importância ressaltar que a internet tornou-se um meio hiperbólico de informações, sendo ela uma veemente influência para as pessoas da hodiernidade. Vide que o conteúdo que é transpassado sob essas mídias digitais são- em maioria- pós-verdades sem fundamentos, na qual consegue criar uma crença de serem autênticas. Nessa perspectiva, todos os pensamentos e atitudes transformam-se em ideologias irrealistas e incoerentes sob o cenário atual.
Conforme o pensador e filósofo francês Jean Boudrillard, afirma que existe os “Simulacros”, ou seja, representa a extrema confiança de que há uma verdade absoluta, sendo assim não permite compreender outras vertentes. Nesse viés, vale salientar que os meios de comunicação digital são notoriamente um lugar que dissemina a negligência e a manipulação de ideias. No que tange, tal fato proporciona a mutação de personalidades, banalizando-as e impermeabilizando a reflexão.
Em suma, é imprescindível que a internet na contemporaneidade culmina em inúmeras reações, a princípio, no comportamento hostilizado de pessoas reprimidas. Dessarte, cabe ao Ministério da Comunicação reestabelecer um melhor desenvolvimento e aplicabilidade das fontes informacionais, a partir de uma análise das principais plataformas digitais e constituir restrições as pós-verdades que gerem ideologias irreverentes, a fim de reintegrar uma sociedade consciente e desconstruída de verdades absolutas, instigando a permissividade da reflexão sobre a coletividade.