A internet facilitou a informação, mas restringiu a capacidade de reflexão

Enviada em 07/03/2020

Segundo pesquisa publicada pelo IBGE ( Instituto brasileiro de Geografia e estatística ) com dados de 2016, mais de 60% da população brasileira tem acesso a internet. Essa tecnologia abre as portas para um mundo de informações, porém essa não é sinônimo de conhecimento. Sendo assim, a capacidade de reflexão do individuo fica restringida, tanto pela gigantesca quantidade de informação, quanto por não saber-se filtrar o conteúdo que é visto.

A todo momento aqueles conectados a rede tem acesso as “respostas”, mas não conseguem elaborar as “perguntas”. Ou seja, ao usar a internet para acessar aplicativos de comunicação como o Facebook, Instagram ou WhatsApp por exemplo, eles tem acesso a uma exacerbada quantidade de informação que sempre está sendo atualizada, fazendo com que esses indivíduos não tenham tempo de refletir sobre o que veem.

Outro fator seria a grande credibilidade dada a qualquer informação vista nas redes. Isso é consequência do grande fluxo de conteúdo, devido  a isso os usuários consideram tudo que veem verdade não sabendo filtrar a informação. Como exemplo tem-se as Fake News ( notícias falsas ) que foram espalhadas nas redes durante as eleições Norte Americanas, fazendo os cidadãos estadunidenses acreditarem no que estava sendo noticiado, sem antes filtrar ou refletir sobre.

Portanto, pode-se perceber como a internet acaba por restringir a capacidade de reflexão dos seres humanos. Diante dessa questão vê-se necessário a ação do Ministério da Educação, para a criação de um projeto de lei que vise, a obrigatoriedade em todas as escolas brasileiras da disciplina de “Cibereducação”, onde será mostrado como se portar criticamente frente a onda de conteúdo nas redes. Também faz-se necessário  a capacitação dos profissionais que iram ministrar tais aulas, por meio de cursos profissionalizantes. Impedindo que a capacidade de refletir das novas gerações seja sufocada pela informação em excesso