A internet facilitou a informação, mas restringiu a capacidade de reflexão
Enviada em 15/03/2020
Segundo o filósofo grego Aristóteles, todos os homens têm, por natureza, desejo de conhecer, na sociedade atual, é possível termos acesso à informação em qualquer momento, instantaneamente. Entretanto, essa facilidade pode ser extremamente perigosa, principalmente quando restringe a capacidade de reflexão, contribuindo para a manipulação comportamental dos usuários. Diante disso torna-se fundamental a discussão desses aspectos.
Principalmente, é fulcral pontuar que, com o advento da internet, uma enxurrada de informações é constante, logo, é muito fácil acreditar em tudo que está na internet. Desse modo é de extrema importância a busca da veracidade dos fatos, antes de compartilha-los. De acordo com o autor Yuval Harari, em sua obra Homo Deus: Uma Breve História do Amanhã, estamos saindo da era do Humanismo, onde o centro era o homem e seu bem-estar, e entrando na era do Dataísmo, onde o centro de importância são as informações.
A série televisiva, Black Mirror, retrata os problemas da tecnologia em uma sociedade futurista, em um de seus episódios, o primeiro-ministro Michael Callow é obrigado a performar um ato de humilhação público, a população aparece distante, insensível sobre o fato. Esse fenômeno é explicado por Zygmund Bauman, ele dizia que as redes sociais são um eco dos pensamentos das pessoas, o que por consequência as afasta, perdendo assim a capacidade de interação pessoal.
Assim, medidas exequíveis são necessárias para a conscientização da sociedade. Dessarte, com o intuito de mitigar a alienação, necessita-se, urgentemente, que o Tribunal de Contas da União direcione capital, que por meio do Ministério da Educação seja revertido em cursos e disciplinas sobre tecnologia nas escolas. Além disso, com o mesmo objetivo o MEC deve instituir nas escolas palestras e debates acerca de uma utilização responsável da internet. Assim será possível a construção de uma sociedade menos alienada e mais avaliativa.