A internet facilitou a informação, mas restringiu a capacidade de reflexão
Enviada em 07/03/2020
Com o desenvolvimento da tecnologia, sobretudo, da indústria 4.0 isto é; evento dos processos industriais autônomos com engenharia cibernética, nota-se que a internet, personagem principal desse contexto, facilitou o acesso à informação, democratizou o conhecimento e simplificou a vida. No entanto, esse fenômeno trouxe novos desafios e mudanças de comportamentos.
Como todo processo de transformação social que ocorreu na história da humanidade tem dois lados, o advento da internet, não foge a regra. Vale dizer que a internet conectou pessoas, diminuiu distâncias, proporcionou estudar e trabalhar em casa (os famosos homeworks) e até, armazenar documento nas nuvens (termo utilizado para guardar documentos digitais em servidores online).
A medida em que a demanda e o fácil acesso à informação ocorre, os desafios aumentam, ou seja, tornaram-se comum práticas de plágios de textos e artigos online, como também, a reprodução de notícias falsas em grupos de whatsApp e redes sociais, um pesadelo! Além disso, surgiram sites especializados em distorcer a realidade dos fatos com os objetivos escusos de manipular a opinião pública.
Cabe a pergunta; como lidar com esses novos desafios?
É evidente! Não existe uma fórmula mágica. A proporção que os problemas surgem é necessário que a sociedade discuta-os, que elabore planos de conscientização, melhor dizendo, que problematize a ética nas escolas e universidades, principalmente. Não existe ética maior do que a consciência coletiva, cidadania, respeito ao próximo e a natureza. Porém, também vale dizer, que os legisladores atualizem os códigos penais sobre os crimes virtuais dando a devida atenção para o problema, como por exemplo, a lei Carolina Dickman que surgiu quando foram roubadas as fotos pessoais dessa famosa atriz, e os culpados penalizados. Diante disso, a internet é facilitadora de informação, mas não pode restringir a capacidade de reflexão.