A internet facilitou a informação, mas restringiu a capacidade de reflexão

Enviada em 06/03/2020

Na “Era Digital’ atual, a associação de internet e “smartphones” denota uma revolução informacional sem precedentes, notícias em larga escala e acervos bibliográficos de fácil acesso, em qualquer local do mundo e em tempo real, já é uma realidade. Processar todo esse conteúdo ainda não é de domínio da população, que recorre para maneiras mais simplificadas através de analistas de informação e matérias ou estudos simplificados, nesse novo terreno ainda sendo explorado, teorias bizarras e notícias falsas encontram campo fértil para serem disseminadas, graças a parcelas da população que se informam exclusivamente por meios poucos confiáveis.

Hoje, o contato a jornais nacionais e internacionais, acervos de livros digitais é algo consolidado na dinâmica social moderna, tem-se toda essa bagagem informacional, literalmente, na palma das mãos, através de um toque na tela do celular podemos acessar notícias e estudos de qualquer parte do mundo, no comodismo do lar. Sites como o Wikipedia são verdadeiras enciclopédias da era moderna, com uma capacidade exponencialmente maior do que qualquer outra enciclopédia já impressa. Não se sabe ainda ao certo, qual a capacidade de processamento de toda essa informação pela sociedade, sobre como e qual a maneira mais adotada de selecionar, acessar e refletir às informações amplamente ofertadas.

Há uma tendência que vem se consolidando, da busca por simplificação de informação, as fontes vem desde professores especialistas e jornalistas gabaritados, até charlatões, “caçadores de cliques” disseminadores das famigeradas “Fakenews”. Potencializada pelas “bolhas sociais”, informações simplificadas, tendenciosas e, por vezes, falsas, tem-se mostrado mais palatáveis ao público, condicionando e induzindo o leitor a não refletir e apenas reproduzir a opinião ou atitude do autor. Esse descaso fica evidente com o crescimento de crenças em teorias conspiratórias absurdas como o Terraplanismo e as campanhas contra vacina, casos extremos que tornam evidente que grande parte da população não estão refletindo,, principalmente os indivíduos que não buscam as fontes e a veracidade da informação.

Diante desse cenário, medidas através de um programa nacional encabeçado pelo Ministério da Saúde, com apoio de entidades do jornalismo e da grande mídia, que visa dar apoio pedagógico em escolas, em redes sociais e em rede televisiva. Mostrando atitudes simples, mas que podem “desmascarar” notícias falsas ou maliciosas, por exemplo, ensinando a pesquisar fontes da notícia, a como procurar e ter acesso a opiniões discordantes, a fim de formar a própria opinião no assunto.