A internet facilitou a informação, mas restringiu a capacidade de reflexão
Enviada em 06/03/2020
Quando a internet foi criada na década de 90, a sociedade e o mundo passaram para uma outra era. Popularizando-se então a partir de 2010, incluindo boa parcela das diferentes classes sociais. Logo, ela pode ser entendida com um enorme grupo social, com pessoas de diferentes nacionalidades, culturas, opiniões e religiões interagindo entre si.
A internet pode ser analogada às reuniões em praça pública na Grécia Antiga, onde pessoas discutiam sobre opiniões políticas, econômicas e sociais, com a simples diferença de que lá somente cidadãos homens, livres e da alta sociedade participavam, e agora é como se houvesse uma “democratização” dessas reuniões.
Há quem diga que a capacidade de reflexão e o relacionamento e foram atingidos com a chegada desse meio tecnológico, entretanto esses argumentos só se tornam verídicos se a internet não for usada da maneira correta. Como exemplos, infâncias não aproveitadas pelas crianças, uma alta publicação da vida pessoal e o uso demasiado no dia a dia em redes sociais.
Tais exemplos se assemelham à caverna de Platão, onde o indivíduo não enxergava o mundo real e sim, somente a sua perspectiva de onde vivia. O ideal seria o equilíbrio das coisas sem radicalização de um meio, como defendia Aristóteles.
A partir desses parâmetros, se a “população conectada” contribuir com informações e opiniões reais, sem interferir nos direitos humanos para com o próximo, somadas ao equilíbrio de uma vida voltada a realidade, a incapacidade de reflexão não será mais um problema.