A internet facilitou a informação, mas restringiu a capacidade de reflexão
Enviada em 09/03/2020
Segundo Steve Jobs, fundador da empresa “Apple”, a tecnologia move o mundo. De fato, a tecnologia contribuiu de inúmeras formas para o melhor convívio da humanidade e sua evolução, como a internet. No entanto, ao passo que essa facilitou, por exemplo, a informação, também levou à restrinção da capacidade de reflexão de muitas pessoas. Isso ocorre devido à ausência de autonomia e à falta educação específica no meio digital. A vista disso, é necessário que subterfúgios sejam encontrados, a fim de que esse problema seja sanado.
Em primeira instância, a privação de autonomia, na maioria das vezes, imperceptível às vítimas, perpetua a restrição da capacidade de reflexão dos seus usuários. Nesse contexto, tal situação ocorre devido às grandes empresas quererem atingir seus objetivos, como a venda de um produto ou uma informação, por meio da manipulação do comportamento do usuário pelo controle de dados na internet, restringindo os mecanismos de pesquisas de seus usuários que, sem perceberem, perdem sua independência diariamente. Essa circunstância caracteriza seres de menoridade intelectual que, para Immanuel Kant, são indivíduos caracterizados por não terem autonomia sobre seus intelectos.
Outrossim, somado ao supracitado, a falta de uma educação específica potencializa, ainda mais, a restrição da capacidade reflexiva das pessoas. Nesse sentido, Platão, filósofo da antiguidade, afirmou que a educação é a arte de encaminhar a alma na boa direção. Todavia, quando se avalia a educação no que tange à tecnologia, vê-se que em vez de guiar a alma, acaba regredindo-a, pois já que com a inexistência de meios pedagógicos e falta de estruturas, assim como professores, fica impossível conseguir sincronizar essas duas áreas, marcando uma geração sem controle e disciplina sobre a internet. Desse modo, se essa realidade for a regra, a independência sempre será um tabu.
Nessa perspectiva, portanto, cabe ao Governo Federal, como instância máxima de administração executiva, obliterar a função negativa da internet, por meio da criação de órgãos denominados “Decifrando a Internet”, que irão fiscalizar e punir qualquer algoritmo digital que restrinja os meio de pesquisas, a fim de acabar com essa limitação da internet. Ademais, o Estado, junto ao Ministério da Educação, deve acabar com o déficit educacional supradito, por intermédio da viabilização de investimentos destinados as escolas que serão voltados na contratação de tecnólogos e estruturação das escolas, em que darão palestras sobre como se guiar na internet, buscando sempre fontes confiáveis, com intuito de acabar de vez com o problema. Feito isso, garantir-se-á que a tecnologia, finalmente, mova o mundo, como fora mencionado por Steve Jobs.