A internet facilitou a informação, mas restringiu a capacidade de reflexão
Enviada em 07/03/2020
Alienação digital
Depois da Revolução Industrial, seguida do crescimento do capitalismo, a sociedade se modificou e criou bases consumistas. A tecnologia, possibilitou avanços em todas as áreas da informação e com isso dependência de seus usuários. Hoje em dia, dificilmente encontra-se alguém que não é refém da internet e de redes sociais digitais. Consequentemente, o século XXI se tornou a era da alienação digital.
Segundo Bauman, vivemos a modernidade líquida, na qual, tudo é artificial e dinâmico, sem constância interpessoal e intrapessoal. Os lanços humanos são somente digitais e frouxos. O consumismo se tornou o único meio prazeroso da vida. E a tecnologia informacional aliena pessoas não reflexivas – sem opiniões próprias – a seguir seus padrões impostos. Tudo isso para serem bem vistos e aceitos pela sociedade.
Além disso, crianças e jovens são afetados desde cedo pelos atrativos da internet. E expostos a essa realidade, sem controle e supervisão dos pais, pode causar inseguranças, ansiedade e depressão precoce. Em casos mais graves, como o que houve com o incidente dos hackers que manipularam desenhos em plataformas digitais, com a chamada boneca Momo, que incentivava e ensinava o suicídio às crianças.
Contudo, é importante aprender como se portar nessas condições, priorizando a saúde mental de todos, o controle é imprescindível para um uso saudável e proveitoso. Como o acesso a conteúdos impróprios e perigosos é livre, o controle dos pais é inevitável para manter a integridade de seus filhos. Sendo necessário a supervisão dos conteúdos acessados e limites de horas de acesso diário. Aos adultos, é importante se atentar aos conteúdos inverídicos acessados e a supostas manipulações na rede e ademais autoanálise de hábitos consumistas, refletindo sempre na veracidade das informações e na real necessidade ao adquirir novos produtos.