A internet facilitou a informação, mas restringiu a capacidade de reflexão

Enviada em 10/03/2020

No filme “Modo avião”, emitido pela empresa netflix, retrata a história de uma jovem influenciadora digital que permitiu que a internet e o celular tomassem conta de seus atos, deixando para trás sua verdadeira essência. Não longe da realidade, esse filme trás verdadeiras reflexões sobre atos que estão possivelmente entorpecendo a vida de muitos usuários da tão poderosa internet. Tendo isso em vista, é possível entender que o mal uso e o livre acesso da rede tecnológica acarreta grandes consequências.

A priori, o uso excessivo e indevido da internet em meio a população, trás um peso muito grande em relação a perca de valores implantados por anos de civilização. Segundo uma notícia publicada pelo G1, mais de 70% da população nacional já estava conectada em 2018, mostrando uma crescente significativa em relação a 2016 que estimava-se em 60,9%. Logo, com o aumento de usuários, as práticas indevidas também subiram, gerando conteúdos sem relevância, uso em momentos impróprios e até mesmo o próprio vício pelo aparelho celular.

De acordo com o Código Civil,  no seu artigo de número 932, os pais tem como dever, a responsabilidade de vigiar as práticas e fazer parte ativa na vida dos filhos, e o não cumprimento pode gerar consequências por negligência. A falta de acompanhamento dos pais podem gerar dificuldades futuras que poderiam ser facilmente excluídas com o auxílio. A facilidade de acesso, com seu poder de resposta imediato, trás agilidade e praticidade ao usuário, fazendo com que a vida de certa forma se torne mais fácil, entretanto, a falta de conhecimento real é totalmente prejudicial.

Portanto, a internet claramente é uma via de mão dupla. Cabe ao Ministério da Educação implantar projetos que tenham uma base para incentivar o autocontrole de jovens que possam ser viciados, fazendo palestras dinâmicas e reflexivas, evitando assim a perca de valores. Ademais, a família deve ser o principal apoio do usuário,  realizando assim acompanhamentos frequentes e aconselhando, para que não seja necessário o colhimento de consequências no futuro.