A internet facilitou a informação, mas restringiu a capacidade de reflexão
Enviada em 07/03/2020
Segundo a lógica do sociólogo Habermas, os meios comunicativos são essenciais na transmissão de informações na sociedade. No entanto, na contemporaneidade vive-se a “era da informação” devido o auge da internet em que apesar de seus benefícios, discute-se os efeitos desta no meio social, visto que a globalização tem-se tornado mais intensa e há um excesso de informações disponíveis que atinge os indivíduos de diversos ângulos em virtude das facilidades de acesso.
Durante as navegações marítimas no século XV e XVI a informação demorava meses para chegar a um outro continente, contrariamente a este fato, no século XXI os acontecimentos são observados em tempo real, um ponto que é encarado como enorme benefício. Apesar disso, o geógrafo brasileiro Milton Santos define a globalização como “perversa” já que manipula e em vez de esclarecer, confunde.
Um segundo fator questionável é o número exacerbado. De acordo com o cardiologista Carlos Alberto Pastore o grande número de informação disponíveis para um indivíduo pode acarretar em mau funcionamento cerebral tais como: ansiedade, depressão e perda de memória. Desde a revolução cognitiva,cerca de 70 mil anos atrás houve um considerável aumento do volume cerebral, mas segundo os cientistas há um limite para a quantidade de informações no cérebro.
Portanto, é evidente a nocividade do excesso de informação ao indivíduo. Assim, cabe ao governo por meio de campanhas conscientizar sobre os perigos desta demasia e propor alternativas de hábitos externos à internet, principalmente aqueles relacionados ao lazer, tais como: contato com a natureza visando o tangenciamento e principalmente, a prática de esportes. Desta maneira poderá ser garantida um controle sobre esse bombardeio informacional, além de que o tecido social tangenciará esse entrave atual.