A internet facilitou a informação, mas restringiu a capacidade de reflexão
Enviada em 08/03/2020
Para Zygmunt Bauman, a modernidade é líquida. Sendo assim, muitas das vezes podemos ver o uso da internet como algo da “moda”, do mesmo modo que em estatística. O que sai do normal é o vício criado, desenvolvendo uma gama de pessoas que compreende, porém não aprende, e ainda aumenta o número de ansiosos.
Saber a diferença entre compreender e aprender é algo fundamental para que se consiga aplicar a informação. Desse modo, não saber desenvolver a capacidade de aplicar algo é o mesmo que informações soltas no cérebro, deixando o ser humano incapaz de dissertar.
Segundo Augusto Cury no seu livro “A Ditadura da Beleza”, a frustração de não se sentir útil ao fazer comparações nas redes sociais, abre as “janelas killer” da nossa mente, gerando a ansiedade. Esse fenômeno tem crescido de forma exacerbada no Brasil, levando muitas das vezes ao suicídio.
Concluo que para a população estar informada não ficar conectada 24 horas na internet apenas retendo informações que ficarão soltas na mente pelo fato do cérebro precisar de um descanso para processar tudo o que ele recebeu. Urge que o governo crie projetos gratuitos, levando a sociedade a sair das mídias por um certo período de tempo, e, assim diminuindo o uso dos aparelhos ao induzir a pessoa a criar gosto pelo projeto. E, por fim, é fundamental que profissionais da saúde façam palestras alertando o povo dos malefícios da internet e também tratando o emocional do cidadão afetado pela internet.