A internet facilitou a informação, mas restringiu a capacidade de reflexão
Enviada em 14/03/2020
Desde a popularização da internet na metade da década de 90, a informação tornou-se mais dinâmica. No entanto, observa-se que essa tecnologia está restringindo a capacidade de reflexão dos usuários. Isso ocorre, devido ao uso abusivo da tecnologia e ao conformismo em meio à massificação de dados. Sendo assim, o que se pode fazer para amenizar tal problema?
Em primeira instância, nota-se que as pessoas estão cada vez mais conectadas na rede virtual do que nunca. A saber, os jovens são as pessoas mais propensas a essa situação. De fato, um estudo realizado por pesquisadores da King’s College de Londres, em 2019, mostrou que um quarto dos adolescentes está em um quadro de vício, pois possuem reações de abstinência ao lhes serem negado o acesso ao aparelho. Por isso, vê-se que os usuários não estão sabendo ponderar o seu tempo “on-line”.
Ademais, soma-se a esse fato a falta de seletividade informativa dos indivíduos em meio a um excedente de dados. Tal condição, dá-se pelo conformismo dos internautas ao consumir conteúdo jornalístico, por exemplo, e não verificar a sua veracidade. Com efeito, estar no senso comum é um problema, já que uma pesquisa do Instituto de Tecnologia de Massachusetts, nos Estados Unidos, indica que as “fake news”, ou notícias falsas, se espalham 70% mais rápido que as verdadeiras. Sendo assim, as pessoas necessitam sair da zona de conforto no tocante a informatização.
Portanto, evidencia-se os impactos negativos da internet formentando medidas de intervenção. Assim, cabe às empresas de telefone celulares disponibilizar atualizações de sistema operacional que possam identificar e controlar tanto o tempo de uso de seus aparelhos, quanto a análise de conteúdo informativo de sites jornalísticos e redes sociais. Isso fará com que os usuários se conscientizem e possam controlar a utilização da rede e impedir a disceminação de notícias falsas. À visto disso, a internet tornará-se um lugar seguro e saudável.