A internet facilitou a informação, mas restringiu a capacidade de reflexão
Enviada em 11/03/2020
Com a chegada da Revolução Técnico-Científico-Informacional, o quotidiano do homem moderno passou a ser bombardeado por informações que, diferente de outrora, tratam de acontecimentos de vários locais do mundo e de temas extremamente diversos. Entretanto, apesar de possuir inúmeros fatores positivos, isso gera problemas como a queda de senso crítico da massa, proliferação de notícias falsas, etc. Logo, nota-se que a sociedade ainda não aprendeu a lidar com essa mudança e necessita cada vez mais ser alfabetizada digitalmente.
Nesse contexto, torna-se impossível verificar a veracidade de todas as informações que chegam pela mídia, favorecendo então a criação de fake news e de opiniões radicais que, por vezes, criam-se somente a partir de manchetes. Diante disso, toda a sociedade sofre com os resultados desse processo. Exemplo claro foram as últimas eleições no Brasil em que, diante da polarização política, a internet foi um meio de propagar notícias falsas que somente agradavam e reforçavam o ponto de vista do leitor.
Ademais, o excesso de informações, falsas ou não, colaboram, se obtidas sem reflexão crítica de quem lê, para o empobrecimento cultural da massa populacional. Por conseguinte, essas pessoas de alguma forma participarão dos debates públicos que nortearão os rumos da nossa sociedade em temas como, por exemplo, saúde e educação, seja escolhendo os governantes, cobrando-os ou até sendo-os.
Dado o exposto, é necessário que as pessoas sejam educadas sobre as mudanças no meio midiático e como lidar com elas. Sendo assim, o Ministério da Educação deve incluir no currículo básico conteúdos que tratem da alfabetização digital e que abordem notícias da atualidade relacionando-as com o conhecimento aprendido em outras áreas como, por exemplo, filosofia e sociologia. Desse modo, boa parcela da população, nesse caso, os estudantes, se portarão de um modo diferente com a enxurrada de informações advindas dos diversos meios midiáticos, invertendo assim o cenário atual em que se encontram.