A internet facilitou a informação, mas restringiu a capacidade de reflexão
Enviada em 12/03/2020
O episódio “Arkangel”, da série “Black Mirror”, conta a história de uma mãe que, preocupada com a segurança da filha, recorre a um dispositivo de última geração para monitorá-la. Contudo, fora das telas percebe-se que a internet facilitou a informação, mas também restringiu a capacidade de reflexão, assim, como na ficção é necessário que os pais orientem as crianças e aos adolescentes quanto uso dessa tecnologia, como prevê o Código Civil. Dessa forma, pode-se ressaltar não só a “avalanche de conteúdos”, como também a exposição voluntária nas redes sociais.
Em primeiro viés, segundo o Globo Ciência, uma edição de domingo do jornal “New York Times” contém mais informações que um cidadão do século XVII conseguiria adquirir durante toda a sua vida. Desse modo, observa-se que a internet proporcionou uma “avalanche” de informações, porém, como reflete o historiador Leandro Karnal, deve-se questionar também sobre a qualidade dos textos aos quais a sociedade está sendo exposta. Isso acontece pois nem todo conteúdo é confiável, ademais, de acordo com o Instituto de Tecnologia de Massachussetts, as “Fake News” são 70% mais atrativas que as notícias verdadeiras.
Em segundo viés, como disse Umberto Eco, as mídias sociais deram voz aos imbecis, desse modo, o mais preocupante é o comportamento nas redes, uma vez que as pessoas não questionam a veracidade do conteúdo consumido, ou o que está sendo compartilhado. Desse modo, foi indispensável a Lei que ficou conhecida como Marco Civil da Internet, a qual prescreve direitos e deveres que devem ser seguidos pelo usuário. Além disso, na modernidade, voluntariamente as pessoas se expõem em sites como “Facebook” ou “Instagram”, a fim de mostrar que estão conectados, o que seria o mesmo que dizer que estão vivendo .
Portanto, a internet facilitou a informação, mas também restringiu a capacidade de reflexão, tanto com a “avalanche” de informações, quanto com a exposição nas mídias sociais. Assim, cabe a escola- instituição responsável por educar e desenvolver a ética e o senso crítico de seus alunos- promover a orientação do modo utilizar adequadamente a internet, por meio de uma cartilha que contenha todos os direitos e deveres descritos no Marco Civil, e que também ajude a verificar a veracidade das informações. Isso será feito a fim de que os cidadãos não sejam manipulados pela rede e que saibam a conduta de um bom usuário da internet, antes que seja necessário que um aplicativo o monitore ,como ocorre na série “Black Mirror”.