A internet facilitou a informação, mas restringiu a capacidade de reflexão
Enviada em 13/03/2020
É inegável dizer que a internet revolucionou os modos com que se obtém informação. No entanto, deve-se destacar que isso não proporcionou ao homem uma evolução intelectual. Uma possível causa para essa contradição é a ansiedade causada pelo excesso de informações, que consomem todo o tempo do indivíduo e o deixa alheio à própria mente.
Segundo uma matéria do site “Globo Ciência” sobre o excesso de informações em circulação, uma edição de domingo do jornal “The New York Times” contém mais informação do que um cidadão do século XVII recebia ao longo de toda a sua vida. Isso deixa claro que, no mundo atual, a informação é tida como algo de suma importância na vida em sociedade. Porém, o cérebro humano possui limites quanto ao processamento dessas informações; a ultrapassagem desses limites é, justamente, o que a medicina classifica como transtorno de ansiedade.
Uma das consequências desse transtorno é a perda da capacidade de refletir sobre aquilo de que se tem conhecimento. No sentido filosófico, a palavra “reflexão” significa olhar para si, para seus atos. Entretanto, uma pessoa ansiosa por causa do excesso de informações está mais preocupada com o mundo exterior do que com as questões interiores - o que prejudica, substancialmente, a capacidade de julgar uma informação como verdadeira ou falsa, por exemplo..
Ao levar em consideração o que foi mencionado, fica evidente que informação em excesso pode ser maléfico para a mente. Dessa forma, é necessário segmentar a busca por informação e restringir o uso da internet no dia a dia - fazendo com que a reflexão seja parte do processo de evolução intelectual.