A internet facilitou a informação, mas restringiu a capacidade de reflexão
Enviada em 15/03/2020
A globalização impulsionou os avanços tecnológicos até que atualmente a internet faz parte da realidade de quase todas as pessoas do mundo, sendo um dos principais canais de distribuição. Entretanto, devido ao rápido e fácil acesso a diversos dados e informações é necessário questionar se de fato a internet impulsiona o conhecimento ou se produz uma geração superficial e não reflexiva.
Um levantamento feito pela Universidade Federal do Espirito Santo (UFES) mostra que 25,3% dos adolescentes são dependentes moderados ou graves de internet. Essa pesquisa demonstra o quanto a internet é influente na vida das pessoas, principalmente as redes sociais, visto que potencializam a ideia de uma vida perfeita, em que acaba estimulando novos hábitos, mudando jeito e características de cada um, podendo em casos mais sérios desencadear doenças mentais, como depressão e ansiedade.
Desse modo, é necessário destacar que a internet ao mesmo tempo que gerou o acesso ilimitado a informações facilitando o estudo, educação e o trabalho, também criou uma geração procrastinadora conformada com os primeiros resultados lidos, dando abertura a notícias falsas e incompletas. Assim, desenvolve-se a restrição a capacidade de reflexão da maioria das pessoas, compactuando com seu empobrecimento intelectual, um vez que a maioria dos conteúdos divulgados e leituras feitas não são de qualidade.
Portanto, se torna importante a participação do Ministério da Cultura, a fim de não só promover campanhas públicas para atentar as pessoas ao uso constante da internet, seus dados postados e ao tipo de conteúdo que está sendo consumido por estes. Mas também de investir mais na educação condicionando estudantes a desde cedo a lerem livros e criarem senso crítico. Somente questionando, investigando problemas e melhorando a comunicação é possível transformar a sociedade numa sociedade menos alienada e com melhor convívio social entre todos os indivíduos.