A internet facilitou a informação, mas restringiu a capacidade de reflexão

Enviada em 14/03/2020

Hoje em dia, a internet está presente cada vez mais em salas de aulas, mesmo sendo, muitas vezes, proibida pelas instituições de ensino. Esta presença facilita muito aos alunos no que diz respeito a resolução de exercícios, mas também, gera a incapacidade de interpretar e opinar diversos textos.

Eventualmente, um dos principais meios de conseguir estas respostas é através de um site conhecido como Brainly, onde já se localiza uma grande comunidade. Dessa forma, a taxa de analfabetos funcionais vai crescendo a cada ano, tornando as pessoas dependentes dos resultados da internet. Como disse o historiador britânico Arnold Toynbee, “Tornamo-nos deuses da tecnologia, mas permanecemos macacos na vida”. Assim, esta afirmação nos leva a crer que, somente as tecnologias estão em evolução. Como também estamos perdendo a capacidade de reflexão.

Assim, muitos se tornarão incapazes de ser intelectualmente independentes. Consequentemente, isso irá interferir negativamente em seu senso crítico, ficando presos na banalidade. Isso se deve a falta de interesse do sujeito na educação. Que muitas vezes é maçante, devido aos meios de ensino monótonos. Segundo, Paulo Freire, em “Pedagogia do Oprimido”, a educação deve ser crítica, pois assim ela será libertadora. Tal fato se deve também à falta de incentivo e de acompanhamento dos pais, desmotivando o aluno e tornando evidente a ideia de que a escola não é tão importante.

Sendo assim, o Ministério da Educação (MEC) poderia disponibilizar formas de ensino mais inovadoras, além de fazer campanhas contra o uso de celulares dentro de sala de aula e sua importância no desenvolvimento acadêmico e profissional do aluno.  Por outro lado, os pais devem prestar mais atenção no desempenho escolar de seus filhos, e lhes mostrar a importância da educação em suas vidas.